Especialista: Dra. Marcia Motono

O Melanoma de Coróide é o tumor intraocular mais frequente nos adultos. A coróide é a camada vascular do globo ocular, que fica entre a parte branca do olho (esclera) e a retina (membrana visual). O Melanoma de Coróide se origina nos melanócitos dessa região, geralmente como uma lesão única, acometendo somente um olho. Os principais sintomas são diminuição da visão e pontos luminosos, porém, em grande parte dos casos, ocorre sem sintomas, sendo detectado durante um exame de rotina.

A incidência anual de melanoma ocular é de aproximadamente quatro a seis casos para cada milhão de habitantes.

O principal exame para diagnóstico é o mapeamento de retina. Complementa-se a avaliação com ultrassonografia do globo ocular, retinografia, angiofluoresceinografia (análise da vascularização intraocular) e ressonância nuclear magnética. O Melanoma de Coróide pode acometer órgãos distantes (metástase) como fígado e pulmão. Por isso, uma análise cuidadosa desses órgãos deve ser realizada semestralmente após o diagnóstico da doença.

A escolha do tratamento baseia-se principalmente no tamanho da lesão tumoral, além de outros fatores como idade do paciente, saúde sistêmica geral, localização da lesão e visão do olho afetado. Lesões pequenas e inativas podem ser somente observadas, principalmente se ocorrem em pacientes idosos. O monitoramento da lesão será feito a cada seis meses com mapeamento de retina, retinografia e ultrassonografia. Caso seja detectado um crescimento da lesão o tratamento é instituído. Para os melanomas pequenos e médios, a opção de tratamento mais utilizada é a braquiterapia ocular (radiação do tumor) isolada ou associada à termoterapia transpupilar (laserterapia). A braquiterapia é uma técnica inovadora de tratamento que utiliza radiação ionizante de contato. Consiste na implantação cirúrgica de uma placa com isotopos radioativos de iodo ou rutênio, aplicado diretamente sobre a área do olho comprometida pela lesão tumoral. Esta placa permanece no olho por alguns dias, até que a dose que irá inativar a lesão tumoral seja emitida.

Os principais fatores de risco para o Melanoma de Coróide são: raça branca, idade avançada, pintas que podem sofrem transformação maligna (Nevus da Coróide) e melanocitose óculo-dermal (Nevus de Ota).

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