QUAIS SÃO AS CAUSAS MAIS COMUNS?

– ADULTOS: Retinopatia Diabética, Coriorretinite Macular, Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI), Retinose Pigmentar, Glaucoma, Atrofias do Nervo Óptico e Alta Miopia.

– CRIANÇAS: Coriorretinite Macular, Catarata Congênita, Atrofia Óptica e Glaucoma Congênito.

QUAIS SÃO OS SINAIS DE VISÃO SUBNORMAL?

– Dificuldade em reconhecer um rosto familiar

– Dificuldade de leitura: letras aparecem distorcidas ou incompletas

QUAL O OBJETIVO DO ATENDIMENTO DO PACIENTE COM BAIXA VISÃO?

O objetivo é proporcionar melhor qualidade de vida , através de um melhor aproveitamento da visão. As necessidades individuais e condições funcionais de cada paciente, e a possibilidade de adaptar auxílios ópticos e não ópticos são avaliadas.

– Após determinar o recurso adequado, são realizados treinamentos que consistem no aprendizado do manuseio correto do auxílio e da utilização da visão residual.

QUAIS OS AUXÍLIOS ÓPTICOS E NÃO ÓPTICOS MAIS UTILIZADOS EM BAIXA VISÃO?

PARA PERTO: São adaptados auxílios que ampliam a imagem em tarefas para perto como leitura, costura, escrita.
– São lentes montadas em lupas manuais, ou de apoio, óculos esfero-prismáticos, esféricos, asféricos, lupas eletrônicas, adaptação à tela do computador etc.

PARA LONGE : São adaptados auxílios que ajudam a assistir televisão, ver placas de rua, lousa.
– São adaptados Max TV , Telelupas.

AUXÍLIOS NÃO ÓPTICOS: São auxílios que melhoram o aproveitamento da visão, como iluminação, ampliação de textos, suporte para leituras, melhora do contraste.
– Corrigir a iluminação é tão importante, quanto a adaptação do auxílio

– Coloque fonte de luz próximo do local a ser lido

– É importante o uso de lentes filtrantes, para o controle do ofuscamento, fotofobia

COMO É FEITA A ADAPTAÇÃO DE AUXÍLIOS?

A adaptação de auxílios para baixa visão não é um processo empírico ou aleatório. Todo um protocolo de atendimento deve ser seguido para que exista efetividade no uso do recurso indicado.

A- Diminuição da transparencia dos meios ópticos do globo ocular

– Principais causas: Cataratas, opacidades vítreas, lesões e opacidades corneais, ceratocone, irregularidades no filme lacrimal.

– Alterações funcionais: Acuidade visual reduzida, redução da sensibilidade do contraste.

– Auxílios mais indicados: Correção óptica adequada, controle da iluminação e melhora do contraste.

B – Defeito do Campo Visual Central

– Principais causas: Degeneração Macular Relacionada a Idade, Retinocoroidites Maculares, Distrofia de Cones, Doença de Stargardt, Lesões das Vias Ópicas.

-Alterações funcionais: Variam de acordo com a intensidade do envolvimento macular, desde leve distorção da imagem até um escotoma central denso.

– Principais queixas: Dificuldade para o reconhecimento de faces e leitura ineficiente.

– Auxílios mais indicados: Uso da correção óptica e da adição necessária a ampliação da imagem retiniana (uso da retina periférica e da região perimacular), aumento do contraste e adequação da iluminação.

C – Defeito de Campo Visual Periférico

– Principais causas : Glaucoma , Retinose Pigmentar, Retinopatia Diabética, Doenças Neurológicas.

– Alterações funcionais: Dificuldade de reconhecimento e de orientação no ambiente, dificuldade de localização de objetos.

– Auxílios mais indicados: Uso da correção óptica para melhora da acuidade visual, recursos para condensação e reposicionamento de imagens, melhora da iluminação, aumento do contraste.

SUGESTÕES PARA FACILITAR A ROTINA DIÁRIA DE PESSOAS COM CEGUEIRA OU BAIXA VISÃO:

• Seguir as recomendações do oftalmologista quanto ao uso dos auxílios ópticos (óculos ou lentes especiais), e não ópticos (iluminação, contraste, etiquetas com tamanhos de letras adequados, ou marcações táteis)
• Não ficar com dúvidas, expor sempre as dificuldades
• Aumentar ou ajustar a iluminação, de acordo com a doença oftalmológica
• Eliminar tapetes, pisos encerados, escorregadios
• Usar cores contrastantes ou marcações táteis para identificar objetos ou alimentos
• Colocar marcas ou usar interruptores contrastantes com a parede
• Pintar paredes com cores claras. Paredes escuras ou ofuscantes causam cansaço visual
• Fazer marcas em indicadores de ligar e desligar, de temperatura, e para facilitar o uso de aparelhos elétricos
• Evitar deixar objetos pelo chão
• Deixar as portas abertas ou fechadas. Portas entreabertas podem causar acidentes
• Manter os móveis e objetos em lugares constantes. Avisar quando houver mudanças, evitando insegurança e desorientação
• Tenha boa iluminação: mesa de refeições, local de estudo, leitura
• Organizar os remédios em local de fácil acesso, pequenas maletas ou caixas com separações
• Usar agulhas de fundo falso para costurar

QUALIDADE DE VIDA NA DEFICIÊNCIA VISUAL

Deficiência Visual: A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2004) estimou 161 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 37 milhões de cegos e 124 milhões com baixa visão.

A baixa visão é relatada como o terceiro mais importante problema do idoso, após artrites e as cardiopatias. Infelizmente não pode ser corrigida por cirurgia, medicações ou lentes corretivas habituais.

Pacientes que não se encontram satisfeitos com a qualidade visual, existem objetos que podem auxiliar a melhorá-la para que possam exercer suas atividades mais requisitadas,como leitura , assistir TV, costurar.

A deficiência visual, tanto a baixa visão quanto a cegueira, podem trazer interferências no cotidiano.

A família também necessita ser acolhida e orientada. É preciso esclarecê-la sobre o quanto está comprometida a visão de seu familiar e que, para algumas atividades, ele poderá apresentar muita dificuldade para realizá-las , enquanto para outras não.

É muito importante o acompanhamento psicológico, tanto do paciente, quanto de sua família, que vivenciam a elaboração da perda visual como um luto.

“Na baixa visão o que fazemos é encorajar o paciente a usar a visão que tem para melhorar a qualidade de vida diária, e o fato de ajudar uma pessoa sem esperança a recuperar a autoestima e tirá-la do estado de dependência para autonomia, nos motiva como profissionais e seres humanos no processo de reabilitação.”, Faye.

Referências Bibliográficas

1. Sampaio MW, Haddad MAO, Filho HAC, Siaulys MOC. Baixa Visão e Cegueira – Os Caminhos Para a Reabilitação, A Educação E A Inclusão, Gen, Guanabara Koogan, Cultura Médica.

2. Haddad MAO ,Sampaio MW, Oltrogge E et al. População infantil com baixa visão secundária ao glaucoma congênito :resposta visual ,correção óptica e auxílios ópticos . Arq Bras Oftalmol, 2000;63-supl:32.

3. Culham LE ,Ryan B, Jackson AJ et al. Low vision services for vision rehabilitation in the United Kingdom. Br J Ophthalmol, 2002;86:743-7.

4. Faye EF, Albert DL,Freed B et al. A new look at low vision care. The Lighthouse Ophthalmology Resident Training Manual. New York:Lighthouse International, 2000.

5. Fonda G. Management of the patient with subnormal vision.St Louis: The C.V. Mosby Company,1965.

6. Bailey IL.Prescribing magnification: Satrategies for improving accuracy and consistency.In :Woo G. Low vision
-Principles and applications. Waterloo: Spring-Verlag,1986;p.190-208.

One thought on “Visão Subnormal – Causas, Sintomas, Tratamentos”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *